quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre Lobos e Camelos

Por Marcos, Floripa às 17h28


Atendendo a pedidos da salivante alcatéia de velhos lobos da blogsfera, vai a foto dos bastidores do clipe de Shine Yellow, que a cantora Mallu Magalhães gravou em Floripa na última segunda-feira, no Costão do Santinho. Mas o fator gerador de tamanha curiosidade (que se converteu em apelos de amigos blogueiros da Paulicéia) é sobre a transição física da precoce artista, hoje com 17 anos e não mais que dois anos de uma barulhenta e sempre bem
acompanhada carreira.

Não rola uma galeria de fotos dela?", sugeriu um colega de São Paulo ao jornalista Fábio Bianchini, que acompanhou parte da gravação à beira da piscina. E aí vai, para delírio dos salivantes lupinos e porque não dos artiodáctilos? Sei lá, como não tenho olhos de camelo eu prefiro esperar os 20 aninhos para tecer algum comentário. Até lá, fico com a cantora que me encanta.
A propósito, o segundo disco da menina pede uma atenção especial. Ela dobrou incluisve o reticente Renê Muller, do Blog Tra-la-lá.

Susi Padilha


Créditos: Paula

Só dá Mallu

Por Renê Müller, Florianópolis às 09h26


Só deu a menina nas últimas edições do DC e na Zero Hora. Mas não tinha como não ser desse jeito. Mallu Magalhães está lançando o seu segundo CD - que também tem como título apenas o seu nome - pela Sony, tocou embaixo da árvore da Beira-Mar Norte no sábado, e gravou vídeo no Costão do Santinho segunda-feira.

Confesso que a primeira escutada em Mallu Magalhães foi um pouco decepcionante. No entanto, o CD é um daqueles que vão melhorando aos poucos. Tem bastante coisa bonitinha como a estréia do ano passado, mas há mudanças. Letras em português - algumas delas excelentes, coisa fantástica para uma menina de 17 anos -, arranjos em cordas, produção no ponto de Kassim.

A artista diz que compõe sozinha, e é aí que reside a grande questão desse CD: está longe de ser original, mas é de fantástico bom gosto, e uma preciosidade pelo fato de ser composto por uma adolescente. Sobre esse aspecto, o potencial de Mallu como artista chega a ser assombroso.

Mallu Magalhães lança segundo álbum

Eduardo Guimarães
Redação TDM


Depois do sucesso conseguido através da internet e com o lançamento do álbum de estréia, a cantora Mallu Magalhães enfrenta a prova de fogo do segundo disco. O novo álbum, que também leva como título o nome da cantora, já está disponível nas lojas brasileiras via Sony Music.

“Mallu Magalhães”, o disco, traz 13 faixas, sendo sete em português e outras seis cantadas em inglês. Um site especial foi lançado para promover o álbum e deixar os fãs informados sobre as novidades relacionadas ao novo trabalho. O endereço é www.versinhosdamallu.com.br. Neste site ainda é possível ouvir as novas músicas de Mallu.


Abaixo o repertório do novo disco:
  • 01. My Home Is My Man
  • 02. Nem Fé Nem Santo
  • 03. Shine Yellow
  • 04. Versinho de Número Um
  • 05. Make It Easy
  • 06. Compromisso
  • 07. Te Acho Tão Bonito
  • 08. Ricardo
  • 09. Bee On The Grass
  • 10. Soul Mate
  • 11. You Ain’t Gonna Loose
  • 12. E Você Que Tem
  • 13. O Herói e o Marginal

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cenário perfeito para as baladas

Tendo o mar como pano de fundo, Mallu Magalhães gravou ontem clipe de canção de seu novo disco, em Florianópolis



Por Fábio Bianchini

No show do último sábado na festa de inauguração da árvore de Natal na Beira-Mar Norte, Mallu Magalhães foi informada de que ainda tinha tempo. Como já havia tocado todas as músicas previstas, resolveu interpretar, só com o violão, É Você que Faz, balada delicada que no novo disco é acompanhada por arranjo de cordas.

A inclusão repentina da música, que quase nunca faz parte dos shows, é daqueles detalhes que nos lembra: ela ainda tem 17 anos e sua carreira mal completou o segundo. Às vezes é fácil esquecer, afinal, só em Florianópolis foi o quarto show dela.

– É difícil a gente tocar ela, porque geralmente é festival, evento maior, o pessoal quer coisa mais agitada. Mas vi que o público estava atento. O engraçado é que era uma programação eclética, então seria bem o tipo do dia para ficar de fora – diz.

Desta vez, ela aproveitou a passagem por Santa Catarina para gravar o primeiro videoclipe do novo disco, da música Shine Yellow, no Costão do Santinho, ontem pela manhã.

– A gente procurava um lugar de praia, assim meio paradisíaco mesmo, mas também com estrutura e segurança para o equipamento. O pessoal da Zepelim (produtora de vídeo) sugeriu que fosse em Florianópolis e a gente tinha o show marcado, então aproveitamos.

Apesar de definir-se como “não rígida, mas caprichosa” e gostar de dar atenção a todos os detalhes, ela diz que participou pouco da concepção do clipe, pois estava envolvida com a promoção do disco, recém-lançado. O diretor é Rodrigo Pesavento, o mesmo de Vanguart, que faz parte do primeiro disco.

– Eu falei pra eles que queria pular numa piscina de plástico e aí sair no mar, arrumaram uma piscininha sem o fundo. Eu tenho que tomar cuidado com o que eu peço, porque eles fazem mesmo, é ótimo – conta.

Ontem foi o segundo dia de tomadas de imagens, na piscina do resort. Enquanto a cantora saltava repetidas vezes na água repleta de balões junto a um fundo amarelo, na piscina ao lado uma seleção de músicas românticas embalava uma aula de hidroginástica. No domingo, na praia, ela contou com vários figurantes locais, recrutados poucas horas antes em uma festinha na Célula, o mesmo lugar do primeiro show florianopolitano de Mallu.

– Combina bem com a música, todo mundo dançando e cantando no mar. É até meio hippie – brinca.


Créditos:
Renata Porto

Quero ser grande

Mallu Magalhães lança seu segundo CD

Mallu Magalhães é a garota paulista que roubou a cena (independente) da música brasileira no ano passado. Fez sucesso via internet, virou artista requisitada para shows em diferentes partes do Brasil – o que lhe trouxe alguns contratempos na vida escolar –, lançou um CD e tornou-se namorada de um de seus ídolos, o hermano Marcelo Camelo. Agora, aos 17 anos, ela já enfrenta o desafio de apresentar um segundo disco autoral.

O novo Mallu Magalhães traz muitas novidades em relação à estreia. A discípula de Bob Dylan e Johnny Cash mostra que não pensa apenas em inglês – quase metade das 13 músicas do disco traz versos em português, e algumas (Versinho de Número Um, Te Acho Tão Bonito) remetem diretamente ao som emepebístico exercitado por Camelo no Los Hermanos ou em carreira solo. O toque folk permanece, em inglês (Ricardo) ou português (Nem Fé nem Santo), acrescido de uma investida pelo reggae (Shine Yellow, composta no ukelele durante uma viagem a Portugal). Há belas melodias (Compromisso, Bee on the Grass, O Herói, o Marginal) para letras nas quais se sobressaem as declarações de amor ao namorado (Soul Mate e É Você que Tem) – a voz ainda é de menina, mas o conteúdo do disco não deixa de sinalizar uma promissora artista.

Por telefone, Mallu falou a Zero Hora sobre sua vida entre um disco e outro. Confira trechos:

Zero Hora – Você viveu muitas transformações no ano passado e neste ano. Como isso influiu nas músicas do novo disco?

Mallu Magalhães – Você acaba vivendo mais e tendo outras influências. Eu adquiri mais tranquilidade para escrever em português. Ficava mais à vontade escrevendo em inglês, mas me libertei deste medo. É um disco muito sincero e direto, tem uma intenção de comunicar mais diretamente. Eu sou assim, direta e sincera. Agora, acho que ficou mais fácil me expressar.

ZH – Como foi trabalhar com Kassin (produtor de artistas como Vanessa da Mata, Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto)?

Mallu – Ele acompanhou os ensaios, conseguiu polir bastante o som, foi bem complementar. E nos demos muito bem. Sempre fui fã dele, desde os tempos do Acabou la Tequila (banda de destaque no cenário independente carioca da década de 90, que contou com Kassin na formação). Ele teve muito a acrescentar, respeitando minhas características.

ZH – Como artista em início de carreira, você teve dificuldade em fazer valer suas ideias durante a produção de seus dois discos?

Mallu – Sempre fui certa do que queria, das coisas de que não gostava e das coisas de que gostava. Você chegar a um lugar novo, com pessoas novas, sendo uma menina, você tem que aprender a se posicionar. Não foi difícil, eu sempre tentei explicar bem o que queria. Dou atenção, ouço, mas não só ouço os outros, eu falo bastante, também. As canções vêm muito sinceras. Eu e Kassin nos entendemos bem. Às vezes, tenho um pouco de medo de ver se (alguma ideia) vai ficar legal, e ele ajudou muito nisso. No primeiro disco, eu estava meio que brincando, só fazendo, não tinha preocupação. Hoje, já me preocupo um pouco mais.

ZH – Você tem viajado bastante, inclusive ao Exterior? Como foi conciliar isso com a escola?

Mallu – Eu concluí agora o 2º ano (do Ensino Médio). Encontrei uma escola que sabe dos meus limites e que recebe também modelos, atores jovens, alunos que têm dificuldades para conciliar horários. Posso fazer as provas em outros dias (se a data coincide com algum show ou turnê) e fazer trabalhos para compensar ausências em algumas atividades.

ZH – Você já decidiu se vai adotar a música como uma profissão?

Mallu – Não tenho muita segurança disco. A gente passa por muitas dificuldades. Às vezes, penso em desistir. Mas olho para os fãs que se emocionam com as músicas, se sentem bem. É tão válido que lembro disso nos momentos de fraqueza. Claro que também tenho o apoio da família e das pessoas próximas, e isso é decisivo. Hoje, (a música) é uma hipótese que eu vejo com mais otimismo. Já sei da minha insegurança. Sei, por exemplo, que tenho medo de avião, mas no fim eu vou (viajar de avião). Acho que tenho, assim, talento. Fico animada vendo a sinceridade das canções e como elas atingem as pessoas. Não fico medindo isso todos os dias, pensando “é isso ou não é isso”. Eu sei é que é isso que estou fazendo, com sinceridade.

ZH – E como a convivência com Marcelo (Camelo) te influencia como artista?

Mallu – Me influencia de vários lados. Primeiro, o emocional, pela nossa relação. E sempre fui super fã dele, no Los Hermanos e na carreira solo. Mas não era fã maníaca, do tipo que dizia: “Vou namorar o Marcelo”. É legal ter ele ao lado, especialmente em horas em que eu me questiono sobre as dificuldades (de ser artista) e me pergunto: “Será que é doído assim?”. Ele me dá apoio, é alguém que tem tanto tempo de carreira. Eu pergunto sobre alguns acordes, sobre como tocar uma determinada música, e ele me ajuda. E também é importante em escolhas sobre gravadoras, sobre mercado. É legal ter alguém que te avise quando você é abordada por um crápula: “Esse cara é um crápula”. (ri)

ZH – Vocês dois são compositores. Vocês já compuseram juntos?

Mallu – Não escrevemos juntos, cada um tem seu processo. Ele compõe bem devagar, fica horas e horas num acorde, numa palavra. Eu, às vezes, empaco também. Mas, na hora, vem a inspiração, e eu meio que cuspo a música. São coisas muito pessoais.

ZH – Quando você termina uma música, para quem vai mostrá-la?

Mallu – Eu mostro para todo mundo. Meu pai, Marcelo, minha mãe... São as pessoas próximas, quero que elas gostem. Uma vez, fiz um sambinha e mostrei para o meu pai. Ele disse (imita uma voz masculina, bem-humorada): “Gosto mais das rapidinhas”. Aí desisti da música, claro.

ZH – Você já tem músicas novas para um próximo disco?

Mallu – Eu produzo pra caramba, o tempo todo. Já tenho um começo, algumas músicas. Mas sou tão mutante que não sei mais nada.

luis.bissigo@zerohora.com.br

LUÍS BISSIGO

Mallu Magalhães lança o segundo CD aos 17 anos

Com a mesma voz e menos traços infanto-juvenis, Cantora e compositora, que estreia na Sony Music, explora mais as letras em português

Mariana Peixoto - EM Cultura
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João Wainer / Divulgação
Mallu Magalhães gostaria de fazer mais shows com o namorado, Marcelo Camelo, mas depende das agendas
O que você estava fazendo aos 13 anos? Dificilmente o mesmo que Mallu Magalhães. Como estudava o Tropicalismo na época, inspirada pela obra de Hélio Oiticica, compôs a canção O herói, o marginal. Ela mesma conta, essa é uma das poucas músicas antigas de seu autointitulado segundo álbum. E “antigo”, para a cantora e compositora, tem outra conotação. Pode ser algo de dois, três anos atrás.

Veja mais fotos de Mallu Magalhães

O tempo parece realmente correr diferentemente para Mallu. Há um ano e meio, era um nome em ascensão na famigerada geração Myspace. Já no início deste ano, depois de superexposição, virou piada na internet graças a respostas tatibitate na televisão.

E o que Mallu tem a dizer? “Aprendi que eu sou eu”, afirma hoje, aos 17 anos (sim, até Mallu Magalhães “envelhece”). A segurança adquirida pelo turbilhão do último ano e meio está explícita em seu segundo álbum. Ainda é a mesma voz, que ora ronronra, ora suspira. Mas os traços infanto-juvenis se amenizaram e o mais importante: há uma diversidade maior de gêneros e ela explora melhor as letras em português (das 13 canções, sete são na língua natal e seis em inglês). Deixou de ser apenas fofinha para mostrar que tem estofo para navegar por outras praias.

A produção é de Kassin, quase uma unanimidade na música contemporânea brasileira (assinou trabalhos de Caetano Veloso e Los Hermanos, por exemplo, influências explícitas de Mallu). A banda é a mesma que a acompanha desde os tempos de Myspace, porém as gravações contaram com alguns acréscimos: o baterista Maurício Takara, que hoje acompanha Marcelo Camelo, gravou em cinco faixas; Felipe Pinaud, da Orquestra Imperial, assinou os arranjos de cordas de outras três; e uma banda nova, Jennifer Lo-Fi, de amigos da própria Mallu, produziu com ela a última faixa, a supracitada O herói, o marginal.

Mallu Magalhães, o disco, também marca a estreia da cantora na Sony Music. Para um nome nascido na internet e que lançou do primeiro álbum em parceria com uma operadora de telefonia móvel, é uma mudança e tanto. “Na verdade, fiz um esquema um pouco diferente. Primeiro gravei o CD e depois negociei com eles. Eles ficam com a cobertura de rádio e a distribuição, o que é muito melhor, pois preciso de uma instituição do tamanho da Sony.”

Sobre a diversidade – Shine yellow é um reggae ensolarado; É você que tem, uma valsa; Bee on the grass é pura psicodelia – Mallu diz que se deve a novas descobertas. “Estou ouvindo muito Chico, Nara Leão, Caymmi e Noel Rosa, que não conhecia, além da turma do Tom Jobim.” Dylan, Cash e Beatles, as referências primeiras, continuam sendo a base da sonoridade da garota, que, mesmo com a abertura, não abandonou o folk (Nem fé nem santo e Make it easy são dessa safra).

As letras em português, de acordo com ela, hoje fluem mais facilmente. “Antes eu tinha um bloqueio, tive que me libertar. De alguma maneira, me sentia melhor cantando em inglês. Hoje, não.”

No último ano, Mallu também ganhou destaque em sites de fofoca graças ao namoro com Marcelo Camelo, que, pelo que se vê no disco, vem muito bem, obrigado. Camelo aparece no álbum de maneira discreta, fazendo alguns vocais e assobios. “Para fazer os coros, a gente chamou quem estava por perto, amigos e namorados.”

Não há como negar que uma canção do disco, Versinho de número um, é puro Los Hermanos. Há poucos meses o casal fez seu primeiro show, para uma festa da revista Rolling Stone. “Já que existe o show, vamos ver se há demanda. Vontade tenho, mas temos que ver as agendas”, conclui.

Namoro inspira 2º CD de Mallu Magalhães

O relacionamento com Marcelo Camelo fez bem a Mallu Magalhães. Namorada do cantor, a estrelinha pop lança o segundo disco com boa parte das canções inspiradas no romance.

No álbum, intitulado simplesmente Mallu Magalhães, ela apresenta 13 faixas, seis delas em inglês, em que procurou expor o momento pessoal com sinceridade.

"Acho que não conseguiria escrever algo que nunca senti", disse Mallu ao Destak, por telefone.

Aos 17 anos e autora de todas as músicas, ela torna explícito até nos títulos o recado que quer dar ao amado. "Te Acho Tão Bonito", "É Você Que Tem", "Soul Mate" e "You Ain't Gonna Loose Me" estão ali como mensagens de amor.

A pegada folk ganha contornos de música country, principalmente nessa última. Não foi proposital, garante Mallu. De qualquer forma, ficou bom. "My Home Is My Man", que abre o CD, é outro momento inspirado da moça.

O disco marca a transição da cantora do mercado indie para o mainstream. Ela assinou com a Sony, que tem no elenco duplas sertanejas como Zezé di Camargo & Luciano e Victor & Leo, e astros da axé music, como Chiclete com Banana e Ara Ketu. Mas é também a gravadora de Roberto Carlos e do próprio Marcelo Camelo.

"Crescer no mercado indie é trabalhoso. Já estava na hora de dar um segundo passo. Recebi outras propostas, mas eram projetos caretas, que não me davam liberdade", conclui. lSony. R$ 19 (médio).

A paulistana Mallu Magalhães, de 17 anos, que namora o cantor Marcelo Camelo, de 31
divulgação


(josé norberto flesch)