sábado, 21 de janeiro de 2012

'Minha saúde inspira cuidados'', diz Mallu Magalhães durante passagem pela SPFW


Mesmo não dizendo qual seu problema de saúde, cantora contou que está repousando para se recuperar
Por Diana Ferreira - Edição: Janaína Alves, Contigo! Online
Na tarde deste sábado (21), Mallu Magalhães passou pela Bienal do Ibirapuera , em São Paulo, onde acontece a SPFW para prestigiar o desfile da marca Ellus. Aparentemente bem mais magra, Mallu confessou que teve problemas de saúde. "Tive um problema de saúde recentemente e tive que ficar mais quietinha. Nesse período deu para assistir todos os filme que eu tive vontade, costurei e descansei bastante. Não posso falar o motivo porque é bem pessoal, mas minha saúde inspira cuidados", revelou a cantora, que após o período de descanso está voltando ao batente. "Vou começar a ensaiar uma música nova para o meu terceiro disco".

Usando um vestido Armani dado de presente pela avó  e um colar artesanal feito por ela mesma, Mallu descarta a possibilidade de oficializar a união com o músico Marcelo Camelo. "Ah não, a gente está bem. Estamos ótimos assim", contou a cantora, que já mora no Rio com o namorado. (JA)

CONTIGO!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Luiz Ayrão grava com Mallu Magalhães

Com mais de 40 anos de carreira musical, onde vendeu mais de dois milhões de discos, Ayrão completa 70 anos em 2012.


"A vida é uma festa" é a melhor expressão para o cantor e compositor Luiz Ayrão, que comemora nesta quinta-feira 70 anos de idade, não só pelo seu aniversário ou pela frase ser o nome de seu último disco de inéditas, lançada em 2008, mas pelos novos projetos que despontam este ano para o compositor de clássicos como 'Ciúmes de você' ou 'Só por você', sucessos na voz do 'Rei' Roberto.
Em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, Ayrão revelou que um desses projetos, ainda sem título e coordenado pelo maranhense Zeca Baleiro, é uma revisitação de suas famosas músicas com novas leituras de arranjos e nas vozes da 'nova geração', como Mallu Magalhães, Zélia Duncan, Paulo Miklos e Arnaldo Antunes, entre outros.
Para a namoradinha do barbudo Marcelo Camelo, Ayrão é só elogios. "Ela é uma pessoa encantadora, cordial e educada", garante o carioca. "É uma conhecedora do que faz. Sua voz, suave e doce, lembra a francesa Francoise Hardy, só que a Mallu canta melhor do que ela", analisa.
Apesar de apenas ter a faixa 'Nossa canção' gravada, Luiz Ayrão quer lançar o trabalho ainda este ano. O cantor ainda revela que uma gravadora carioca tem "mais ou menos" o mesmo projeto.
Com mais de 40 anos de carreira musical, onde vendeu mais de dois milhões de discos, Ayrão também se dedica às letras.
"Estou com três romances no computador, baseados em fatos reais."
Um deles, segundo ele, se traceja pelo cômico, tendo como cenário um condomínio de "narizes em pé" na Tijuca.
Lançado em 2010, as memórias Meus Ídolos e Eu - Casos pitorescos dos bastidores da MPB também ganharão futuramente uma versão ampliada, já que ele "encorpora verões, não faço primaveras."

Fonte: Jornal da Paraíba

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mallu Magalhães lança novo clipe em parceria com a Hungry Man Projects e promete revolucionar a forma de se ver videoclipes.


Aconteceu hoje no Kinoplex Itaim o lançamento do novo clipe da Mallu Magalhães, “Velha e Louca”, porém, não foi um simples lançamento, mas sim uma ação feita pela artista e sua gravadora, Sony Music, em parceria com a produtora Hungry Man e o diretor Paulo Gandra, onde, pela primeira vez no Brasil, um videoclipe foi lançado com exclusividade em um cinema.
A partir dessa sexta-feira, dia 20, aqueles que forem assistir “As Aventuras de Tintim” em qualquer cinema da rede Kinoplex no país, se contemplarão com a exibição do maravilhoso clipe da Mallu antes do filme.
A ideia é transformar o cinema, com uma iniciativa inovadora, em uma plataforma de exibição de produtos de comunicação e entretenimento, aproveitando melhor as salas.
O projeto foi viabilizado pela Mobz, empresa especializada em desenvolvimento e distribuição de conteúdos especiais em cinema.
A gente conversou com a Mallu, Paulo Gandra e Armando Ruivo, o CEO da Hungry Man no Brasil. Confiram agora o que eles nos contaram.
Mallu Magalhães:
Como a moda, o estilo, influi na sua música e na sua pessoa?
Eu acho que caminha tudo meio junto assim, pelo menos pra mim, todas as possibilidades que eu consigo encontrar de me expressar, ou seja, de transformar em físico e palpável, uma coisa que eu tenho dentro de mim, um sentimento, alguma coisa assim, qualquer oportunidade, qualquer fresta, é uma possibilidade, então a moda pra mim é exatamente como o música, uma vontade de me mostrar, tirar de dentro de mim a minha essência e transformar em alguma coisa que comunique com o próximo. A moda é muita comunicação, é a comunicação não verbal, comunicação corporal, as roupas, as vezes a gente esquece, mas a palavra é muito pouco perto disso, então a moda pra mim é um complemento da música, da poesia, e elas caminham super juntas assim. Eu sou essa metamorfose, esse vulcãozinho dentro do meu coração, e eu cada hora to de um jeito e não deixo de fazer nada, por que essa diversidade, pluralidade assim de vocabulário que é a graça, que me faz talvez assim tão distinta, essa busca por mim mesma, e esse próprio desencontro comigo mesma me faz essa coisa diferente.
O que te influência na hora de compor?
Eu gosto muito de compor na praia assim, e a vez que eu descobri isso foi maravilhoso, por que eu fui à praia com a minha família e eu fiquei impressionada como eu compunha muito mais por lá, tipo, 10 vezes mais, eu fiz um monte de música, e percebi que tinha uma relação com o sol, o mar, aquele árido, tudo aquilo.
Como você definiria o seu amadurecimento na música e na sua vida?
Eu tenho tido a impressão de que a gente meio que é o que a gente passou, assim, a gente é um resultado das nossas experiências, do nosso caminho, das coisas que a gente escolhe, então eu tenho respeitado muito e tenho valorizado muito as impressões que eu tenho, as sensações que eu tenho, tipo, eu acho que eu devo ir por aqui, eu acho que eu devo fazer isso, eu tenho a impressão de que eu sou assim, sabe? Eu acho que a minha música tem retratado muito isso, tem mostrado que eu to meio que valorizando e desfrutando da existência autoral.
Como foi fazer o clipe com a Hungry Man? Como surgiu essa ideia de exibir no cinema? O que vocês esperam com a exibição do clipe em cadeia nacional de cinemas?
Bom, a experiência com a Hungry Man foi maravilhosa, eu espero fazer muitos outros trabalhos com eles, por que tanto na parte pessoal, na própria convivência, foi maravilhoso, e na parte profissional eles souberam direitinho me escutar e souberam realizar tudo dentro do possível, e eles se esforçam muito, eles são muito esforçados, e eu também, e isso também a gente tem em comum, esse amor pelo trabalho, eles tem muito amor pelo trabalho, e poxa, isso é maravilhoso, e eu acho que esse próprio amor, essa vontade de trabalhar, de exibir, de colocar pra frente, de mostrar, é que levou a essa ideia do cinema, e essa oportunidade maravilhosa de um cinema tão bacana, que é o Kinoplex, poder exibir em todo o país, nossa, é maravilhoso, eu to muito contente, to animadíssima.
Os fãs podem esperar alguma participação sua na nova turnê do Los Hermanos?
(Ela ri bastante antes de responder)
Não, não, não, não, minha única influência ali é a setlist, quem monta a selist deles sou eu.
Paulo Gandra:
Fale um pouco sobre o videoclipe pra gente, o processo de criação dele e a filmagem.
Então, em relação ao videoclipe, a intenção era fugir desse clichê de se contar uma história, como a gente vê na maioria dos clipes, que tem uma historinha com começo meio e fim, com um roteirinho, e a gente tinha uma meta, que era mostrar pro espectador a Mallu de um jeito que ninguém nunca viu, ela madura, crescida, sensual, bonita, extremamente fotográfica, fazendo charme pro espectador, e acho que esse desafio foi totalmente cumprido, então a ideia do clipe foi desenvolver em todos os enquadramentos de câmera sensações pro espectador, então, ao invés da gente ir pra um roteiro, com inicio, meio e fim, a gente falou “não, vamos desenvolver um clipe extremamente fotográfico, em que cada cena, cada enquadramento de câmera, remeta a uma sensação, remeta a uma lembrança pro espectador, lembre da vida dele”, então, a gente tinha como uma referência principal a Brigitte Bardot, uma referência bem francesa e charmosa, e eu acho que a gente conseguiu ser muito bem-sucedido nesse quesito no clipe, por que a Mallu cresceu de uma forma muito grande, tá extremamente fotográfica, extremamente charmosa e acho que o clipe ficou muito gostoso de se ver assim nesse ponto.
O que você espera com a exibição do seu trabalho em cadeia nacional?
Eu acho que é sempre legal você fazer uma ação inusitada, uma ação nova. Primeira vez que um clipe tá sendo estreado no cinema, numa mídia alternativa, e não no premeditado, que é uma MTV, um Multishow, e tudo mais, eu acho que pessoas que não estão acostumadas a entrar em contato com esse tipo de trabalho vão acabar entrando e acho que acaba sendo uma mídia espontânea muito bacana, tanto pra mim como diretor, como pra produtora, como pra Mallu também. Eu acho uma coisa super legal, uma coisa que vai começar a se tornar um hábito constante dentro do processo de videoclipes.
Armando Ruivo:
Como que surgiu a iniciativa de passar o clipe no cinema? Como que foi o brainstorming pra algo assim tão diferente, tão único?
Quando a gente tava vendo o filme em pós-produção, naquela salinha acústica, com monitor grande, a gente olhou e falou “gente, isso daqui é cinema”, né? Por que onde você tem uma imagem gigante, um som maravilhoso, onde as pessoas tão sentadas esperando ver algo diferente, isso é o cinema. Então essa quebrada nos meios tradicionais não significa que eles não vão estar lá, eles vão, mas vamos incluir o cinema nesse circuito de lançamento de videoclipe, por que você pega um consumidor, uma audiência, totalmente desarmada, por que ele tá aqui para receber a informação, diferente de quando você tá fazendo uma busca, querendo ver alguma coisa, então, a surpresa pra nós soa positivo e soa diferente. Você se apropriar de uma mídia, de lançar esse movimento, também é super bacana, por que você fala “por que ninguém nunca pensou nisso antes se faz tanto sentido? Será que tem algum problema?” e conversando com as gravadoras, conversando com os exibidores, problema nenhum, só faltou alguém querer fazer, então a gente ficou super feliz de inaugurar esse novo modelo de negócio, por que isso acaba se tornando um produto comercial pra Mobz (empresa que viabilizou a exibição em cinema, e que já trouxe os filmes do U2 e do Foo Fighters), ficamos felizes por ganhar uma exposição da artista e da produção, da nossa marca, e a Sony tá feliz da vida, que também tá divulgando o artista dela, então, esse casamento fez com que o cinema tivesse sentido.
Por que a escolha da Mallu para iniciar esse projeto?
A Mallu foi por que era o clipe que tava saindo pra lançar, fomos nós que produzimos o clipe dela, então o acesso com o empresário, com a gravadora, que tava justamente num momento de aprovação do clipe, foi o que tava a mão, mas isso não impede da gente produzir com outros artistas e colar outras marcas junto do circuito.
Como que foi a negociação com a Kinoplex e a escolha de “As Aventuras de Tintim” para ser o filme onde o clipe será exibido antes?
A gente procurou um filme que fosse estrear rapidamente, pra que a gente não perdesse o timing do lançamento, por que a gravadora tem um cronograma dos artistas, e o Tintim foi o filme que a gente percebeu que teria uma grande bilheteria e que vai ter um público a ver com o artista, né? Não é um filme violento, um filme 100% masculino, que os caras tão vindo pra ver briga, sangue, e vê a Mallu doce, cantando, causaria um ruído, então a escolha do filme também foi pensada pra que ficasse tudo harmonizado dentro do contexto do conteúdo.
Quais são os próximos projetos que vocês têm? Vocês podem liberar alguma coisa pra gente?
A gente tem bastante projeto na área de entretenimento, na indústria automobilística, no varejo, mas como eu te falei, a empresa tem 3 meses, então tem muita coisa sendo desenvolvida, tem coisa sendo finalizada, outras produzidas, então eu não posso dizer ainda nomes, marcas, por que tem contratos de sigilo, mas tem bastante coisa vindo ai.
Com a versão em 3D do “Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma” vindo ai, vocês estão planejando alguma coisa?
Sim, tem coisas pensadas já, mas não posso divulgar (tudo isso dando risada).
Só nos resta aguardar até o dia 10 de Fevereiro pra ver o que a Hungry Man está tramando, mas tendo em vista a qualidade do evento de hoje, deve ser algo incrível.
Foi muito interessante poder ver algo tão diferente e inovador, esperamos que cada vez mais os brasileiros tenham grandes ideias como essas. Desejamos aqui todo o sucesso do mundo para a fofa da Mallu, para o grande Paulo Gandra e para toda a genial equipe da Hungry Man.

Fonte: Blog Bate Macaco

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Mallu Magalhães leva pai e sogra para assistir o show do namorado


A cantora prestigiou o som de Marcelo Camelo


Prestes a retomar as apresentações à frente do Los Hermanos e ainda em turnê com o show do disco “Toque Dela”, o cantor, compositor e multiinstrumentista Marcelo Camelo fez apresentação solo inédita no Auditório Ibirapuera, localizado dentro do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (13).
Mallu Magalhães leva pai e sogra para assistir o show do namorado - O Fuxico
O repertório, do show Voz e Violão, incluiu músicas suas gravadas por outros intérpretes renomados, como Maria Rita, Erasmo Carlos, Roberta Sá e Ivete Sangalo. Não ficam de fora músicas da antiga banda e da carreira individual de Camelo. Em comum, todas as canções são apresentadas em roupagem inédita, com o músico apenas na voz e no violão.
Mallu Magalhães leva pai e sogra para assistir o show do namorado - O Fuxico
Na plateia, a namorada de Marcelo Camelo, a cantora e compositora Mallu Magalhães, acompanhada por seu pai e pela mãe de Marcelo. Os três sorriram para os nossos fotógrafos.

Fonte: O Fuxico

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães andam de ônibus, no Rio


Mesmo famosos, eles não se importaram com os olhares enquanto usavam o transporte público.

Mallu Camelo (Foto: AgNews)Mallu Magalhães e Marcelo Camelo pegam ônibus, no Rio (Foto: AgNews)
Gente como a gente, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães foram flagrados pegando um ônibus coletivo, sem importarem com os olhares curiosos das pessoas ao verem dois cantores famosos dentro do veículo, na tarde desta quinta-feira, 3, no Rio de Janeiro.
Enquanto esperavam o transporte, o casal protagonizou cenas de muito carinho sentados na calçada.
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães (Foto: André Freitas / AgNews)Os dois não se importaram com os olhares curiosos (Foto: André Freitas / AgNews)
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães (Foto: André Freitas / AgNews)Sentados na calçada, eles trocaram beijos e carinhos (Foto: André Freitas / AgNews)

Fonte: EGO

Mallu Magalhães: 'Vivo para a música'


Mallu Magalhães: 'Vivo para a música'Foto: Marcelo Camelo

Raisa Ramos


"Pode falar que eu não ligo, agora, amigo, eu tô em outra", anuncia os primeiros versos da faixa de abertura de Pitanga, mais novo disco da cantora Mallu Magalhães. A música, intitulada "Velha e Louca", funciona como um hino para a artista, que mostra ao público que cresceu, amadureceu e se aceitou como é. O álbum inteiro é uma prova disso: complexo, cheio de detalhes sonoros e letras adultas. Parabéns para a garota de 19 anos que conseguiu desenvolver um trabalho tão bonito, deixando sem argumentos as pessoas que antes a achava sem talento, apenas um produto da internet. Ela é muito mais do que isso. Tranquila, gosta de ficar em casa bordando, pintando e cuidando de seus filhos: as plantas e os gatos que tem no jardim.


Morando já há algum tempo com o namorado-marido Marcelo Camelo, Mallu não se importa com os comentário a respeito de seu relacionamento. Para ela, ambos se dão muito bem, se respeitam e isso basta. Sobre as influências do companheiro em seu trabalho, a paulistana não nega as evidências: "Dá vontade de colocar nos créditos: 'Marcelo e Mallu: Não se sabe o quê'". Não é à toa que o ex-Los Hermanos foi chamado para produzir o disco, que acabou muito parecido com seus trabalhos pessoais. Camelo também fez as fotos de divulgação do Pitanga e contribuiu nas composições das músicas. Para o casal, tudo foi feito de forma muito natural. Tão natural que a pergunta "Por que o Marcelo como produtor?" nem faz sentido para a musicista, como gosta de ser definida.


Pitanga é o primeiro trabalho da Mallu maior de idade. Tem nome da fruta vermelha doce e azeda que colore a rua Simão Alves, localizada no bairro paulistano Pinheiros, onde fica o estúdio El Rocha, que por 55 dias abrigou o disco em fase de criação. A ficha técnica também denuncia a participação de alguns nomes importantes na cena musical, como o produtor Kassin, que colocou guitarras rasgadas na baladinha "Por que você faz assim comigo?", e o nova-iorquino Copan, que assina a co-produção do álbum, substituindo Camelo quando ele estava em viagem. Tanto investimento teve ótimos frutos. E de azeda essa pitanga não tem nada. É doce, assim como Mallu.


Você começou a cantar espontaneamente. Depois do sucesso, chegou a estudar canto ou algum instrumento?
Gosto muito de experimentar novos instrumentos. No Pitanga eu até me arrisquei na bateria, mas no final das contas me atenho mais aos instrumentos mais familiares, os que eu uso mais pra compor, que são o violão, ukelele e piano.


Em uma entrevista recente, o Marcelo Camelo disse que você não quer mais cantar músicas antigas. É verdade? Por quê?
Não é questão de não cantar músicas antigas nunca mais... É que quando criamos um trabalho novo e que colocamos bastante tempo e atenção para realizá-lo, queremos fazer um show focado nele.


Você começou a cantar com 14 anos e hoje tem 19. Essa é uma fase de muitas mudanças de personalidade, de gostos etc. Como você enxerga o seu amadurecimento? O que mais mudou em você, na sua opinião?
Eu cresci, basicamente. E me conheci melhor, em muitos sentidos, tanto como artista, como pessoa, irmã, filha, mulher. Antes eu era muito novinha, ainda tinha que ir pra escola, nem chegava a pensar tanto nessa carreira como uma profissão mesmo, algo pra viver fazendo. Percebi isso quando me conformei que não precisava de uma faculdade pra ter uma profissão, que eu já estava encaminhada no que eu já gostaria de fazer.


E na sua música? Qual a maior mudança?
A música é uma parte de mim. Antes eu não tinha percebido isso. Acho que essa é a maior mudança: vivo dela, pra ela, por ela. E isso me deixa mais próxima aos menores detalhes possíveis, fez com que eu mergulhasse profundamente no fazer, compor, cantar, pensar nas pequenas coisas que formam meu trabalho.


Você está morando com o Marcelo. Sente-se casada? Refere-se a ele como namorado ou marido? E como está essa nova fase de sua vida?
Morar junto com alguém é casar, mesmo que não seja no papel ou na igreja. Nem penso muito nisso de como me refiro a ele, normalmente isso é mais uma indagação que os outros têm. Para mim, tanto faz. E adoro a vida que levamos, aprendo muita coisa com ele como pessoa, músico, homem.


O que você anda escutando ultimamente?
Ella Fitzgerald, Luiz Bonfá, Billie Holliday... Bastante jazz.


Muitas pessoas criticam sua carreira, afirmando que você pegou carona no trabalho do Marcelo, que não tem uma característica própria. Gostaria de saber como você se sente em relação a isso e como costuma lidar com críticas desse tipo.
Aprendi que, com o tempo, as coisas vão ficando mais fáceis de lidar. Sempre vão existir pessoas que serão cruéis, que vão falar coisas más e vão tentar me machucar. Mas já caí e levantei muitas vezes, então a gente se caleja. E no fim das contas, nem liga mais.


O que você faz no dia a dia?
Gosto de pintar, bordar, compor, cuidar das minhas plantinhas, gatos...


E a agenda de shows? Já tem muitas apresentações marcadas?
O Show de lançamento é no Studio RJ, dia 18/11. Ainda estamos ensaiando para passar o Pitanga da melhor maneira possível pro formato de show. Quero ter uma banda compacta para poder sair por aí tocando, então estamos arranjando e arrumando as músicas para caber nesse formato.


Tem algum show memorável? Ou um acontecimento na sua carreira que realmente é inesquecível para você?
A jornada em si tem sido isso pra mim. Gosto de olhar pra trás e ver como as coisas mudaram, como eu mudei, como minha música evoluiu... Cada show representa um momento especial, um dia diferente na minha vida. Em uns eu estava mais feliz, outros menos, mas isso não diminui ou aumenta a importância de nenhum. Aprendi a valorizar todos os passos que dou para conquistar as coisas que quero já consegui e as que eu ainda quero alcançar.


A primeira e última vez que você veio a Goiânia foi um sucesso, mas faz tempo. Está nos planos incluir a cidade na turnê?
Claro! Adoro Goiânia! Estamos planejando uma turnê que passe por muitos e muitos lugares, então a cidade com certeza não ficará de fora.


Fonte

'Eu queria ter amigos, como todos, mas não conseguia', diz Mallu Magalhães


Cantora acaba de lançar seu novo disco, 'Pitanga', que tem produção do namorado Marcelo Camelo


Pedro Antunes - Jornal da Tarde

Antes da entrevista, a cantora Mallu Magalhães, de 19 anos, faz um pedido especial: “Eu posso sentar ali perto do sol?”. Ela acaba de lançar seu terceiro álbum, Pitanga (R$24,90, Sony Music), produzido por Marcelo Camelo, seu namorado e com quem divide dois apartamentos em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Acho um desperdício o ser humano ver o sol e ficar longe”, justifica. Mallu passa por um novo momento na vida, profissional e pessoal.
Mallu amadurece em 'Pitanga' - Marcio Fernandes/ AE
Marcio Fernandes/ AE
Mallu amadurece em 'Pitanga'
Aprendeu a gostar de si, do jeito que é. Velha e Louca, como na canção que abre o disco? “Quando eu me assumi pra mim como louca, percebi que não existe outra possibilidade”, diz ela, sorridente, sentada numa cadeira e recebendo raios solares. Hoje, ela pinta e borda - literalmente - e não se incomoda com o que os outros dizem. Mas nem sempre foi assim.
O disco começa com Velha e Louca. É como você se vê? 
Todas as músicas são sobre mim. Sempre tive esse jeito muito sincero e íntimo de compor. Neste disco, além de assumir isso, eu fiz um trabalho com o Marcelo (Camelo) para desenvolver mais esse jeito.
Mas, calma, como assim velha? Você tem 19 anos... 
Tenho hábitos e gostos de uma senhorinha. Gosto mesmo é de ficar bordando, acordar umas 5h30 e ver Globo Rural, tomar um café da manhã longo, bebendo chá (risos). Não gosto muito de festa. Prefiro ficar em casa.
É mais velha do que louca? 
Não, tenho muito mais de louca. Quando eu me assumi louca, percebi que não existe outra possibilidade. Não existe pessoa normal. A vida ficou mais agradável. Desisti de procurar qualquer normalidade, qualquer fórmula. Eu tenho uma mentalidade e um universo muito próprio, muito pessoal.
Falando em autonomia, há um verso nessa mesma primeira música que diz: “Agora eu sou dona do meu próprio nariz”. É isso? 
Nos outros, tinha alguém ‘narigando’ por mim (risos). Ainda bem. Eu era muito dirigida, mas acho ótimo. Teria ficado louca de verdade. Era muito novinha, criança.
Eram duas vidas, não é? 
Isso era muito louco para a minha cabeça. Eu deveria ter feito muita análise e não fiz. Hoje, eu tomei a decisão de ser compositora, musicista. Vou arcar com isso. Eu quero ser eu, né? Esse é meu estado de espírito atual: forte, bem resolvida, não devo nada a ninguém.
E como foram os tempos de colégio? Você já era conhecida. 
Essa foi a minha maior dificuldade. Já tinha uma dificuldade social antes de trabalhar e, quando isso aconteceu, foi tudo por água abaixo. Mudava de escola, mais ou menos, a cada dois ou três meses. Não me encontrava. Eu chegava na escola e já era alguém pra essas pessoas. Alguém que eu não era, sabe? Hoje em dia, eu lido bem com isso. Tenho o meu círculo social completo, tenho paz no meu relacionamento e não dependo da opinião dos outros. Mas eu era vulnerável. Queria ter amigos, como todos, mas não conseguia.
E era boa aluna? 
Estudava demais. Quando comecei a trabalhar, a cobrança continuou existindo. Era escolher: ou eu estudava ou compunha. Escolhi estudar. Isso gerou um atrito muito grande entre eu e meu pai, eu e mim mesma, eu e a escola. Era sempre muito turbulento.

E como foi o convite para o Marcelo Camelo produzir o disco? 
Não me lembro do momento. Acho que as coisas começaram acontecer, durante a própria composição. Eu e o Marcelo dividimos músicas. Passamos o dia em casa fazendo isso, né? Foi natural.
Ele participou tanto do Pitanga. Por que você não participou do Toque Dela
Não sei... (silêncio). A participação está um ou dois passos antes.
Ele é alvo de adoração. É difícil conseguir sair na rua? 
É divertidíssimo! Ele é abordado na maioria das vezes. Eu, só às vezes. Disfarço: tiro a franja, coloco uma faixa na cabeça, tiro o salto. Eu choro de dar risada. Alguém me para na rua e diz: “Você é a cara da Mallu Magalhães! Mas ela era mais baixinha, mais gordinha” (risos). Cara, quem não gosta de carinho, né? Acho bom.
Mas vocês saem muito? 
Somos basicamente caseiros, não somos de sair. Vamos ao cinema, em alguns shows, mas é bem raro.
Você lembra como foi esse primeiro encontro com ele? 
A primeira vez que eu o vi, eu me apaixonei. Mas não falei nada.
No encarte do disco, você agradece a coisas como “os raios do sol, as pessoas da rua, a dona Helena do restaurante por quilo”...
Aliás, preciso dar um CD pra ela.
Mas como isso inspira você? 
Essas coisas cotidianas? Não sei, levo minha vida pelo momento. Não que eu viva loucamente, sem medos. Mas são coisas essenciais para minha formação como pessoa e para o disco. Os raios de sol, pra mim, são fundamentais. A Dona Helena trazia um bife a mais e dizia: “Come, filha, você é muito magrinha”.
Você cita suas plantinhas... 
Sou apegadíssima a elas. Gosto muito dessas pequenas coisinhas que, pra mim, são gigantes. A pessoa se deixa obstruir pelos conceitos, conteúdos, parâmetros e alegrias alheias, e se fecha num ciclo de infelicidade e não sabe sair. O caminho tá ali, cara!
Você fez sucesso desde cedo. Você acha que foi prematuro? 
Honestamente, não consigo ter esse julgamento da vida, de que uma coisa deveria ter sido antes ou depois, do fundo do meu coração. O ser humano é muito pequenininho e o tempo é tão grande.
Você nunca cogitou fazer outra coisa da sua vida? 
Eu falava para mim que tinha de ter uma profissão. “O que eu ia fazer? Ficar tocando?” Cheguei a levantar os documentos para fazer matrícula na faculdade, mas voltar para aquele frenesi? Eu não!
E você queria fazer o quê? 
Pensava em design de moda, artes plásticas ou letras.

Hoje, você está diferente. Ficou mais vaidosa com o tempo? 

Eu criei um carinho por mim. Identifiquei em mim a possibilidade de me expressar, me desenvolver até atribuir em mim coisas que eu sinto falta. Eu identifiquei isso nas maquiagens, nas roupas.
As pessoas acabaram acompanhando todo o seu crescimento, querem saber da sua vida. Como você lidou com isso? 
Já me incomodou, e não me incomoda mais. O mais curioso é que tudo isso veio ao mesmo tempo: a decisão de tocar, o Pitanga, o meu relacionamento com o Marcelo. Decidi que não tinha nada a esconder. Por que vou ter receio do que as pessoas vão pensar? Dane-se!
A repercussão da sua declaração de que você tinha medo de tomar banho sozinha não incomodou? 
Acho que é mais angustiante para a pessoa que leu. Porque eu li e falei: “É, pode crer, eu não gosto de tomar banho sozinha”.
Hoje, você lida bem com isso. Mas e quando você e o Marcelo começaram a namorar? 
Antes os comentários eram mais frequentes. Mas a gente tinha tanta firmeza e uma paz grande de como a gente estava. De nós dois, sabemos nós dois.
Com essa firmeza toda, você já pensa em ter filhos? 
Eu penso muito. Mas vai demorar alguns anos. Eu preciso me estabilizar emocionalmente, mentalmente, financeiramente. Falta isso para eu me sentir apta a ter e criar uma criança, mas eu vou chegar lá (risos)!
Estadão
Fonte: Comunidade Oficial