sábado, 19 de dezembro de 2009

Mallu Magalhães cresce e aparece em novo disco

Por Mariane Morisawa

Em pouco mais de um ano, a adolescente Mallu Magalhães passou do anonimato de seu quarto, onde compunha suas canções de levada folk, para o sucesso na internet e daí para os programas de televisão, rádios, jornais e revistas. Sua música ficou cercada daquelas opiniões do tipo ame-a ou deixe-a. Depois, sua figura ficou cercada de polêmica, ao assumir o namoro com Marcelo Camelo – ela tem 17, ele tem 31.

Camelo, vocalista do Los Hermanos e queridinho das cantoras brasileiras, é influência e inspiração evidente no segundo disco de Mallu Magalhães, batizado simplesmente com o nome da cantora e compositora. Uma das dedicatórias do álbum é a Marcelo, “aquele que faz bater meu coração”. “Versinho de um número um” poderia estar num CD do Los Hermanos.

Em “Te acho tão bonito”, ela canta: “Quando eu conto d’um sujeito / Cê logo encolhe o peito/ Supondo uma intenção / Acha qu’eu queria ter / Um homem de tevê / Que veste a perfeição / Se pedir eu ainda grito / Até d’olhos fechados / Eu... te acho o mais bonito!”.

As letras continuam singelas, doces e ingênuas. Mas as sonoridades se ampliaram, indo até ao reggae, em “Shine yellow”, e à valsa (“É você que tem”) e passando por influências dos Beatles (“Bee on the grass”). Mallu cresceu musicalmente. E isso não tem como negar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Não vejo razão para esconder meu namoro"

Aos 17 anos, a cantora lança seu segundo CD, Mallu Magalhães - disco com diversidade rítmica e letras confessionais dirigidas ao cantor Marcelo Camelo, com quem a artista vive um namoro alvo de polêmica, pela diferença de idade (ele tem 31 anos)

JOÃO WAINER
"Comecei a ter mais facilidade de compor em português", diz Mallu

Concorda que há uma evolução em relação ao seu primeiro CD, de 2008?
Sim. Este disco é um segundo passo, uma obra complementar. A gente cresce e amadurece. Começa a sentir as coisas de forma mais intensa e a falar mais das coisas do coração.

A propósito, as letras confessionais são dirigidas a Marcelo Camelo?
Minhas letras são diretas, transparentes. Escrevo sobre a realidade. E esse sentimento é a minha realidade. Quando eu quero dizer algo a ele, eu digo. Então fica bastante claro que as letras são dirigidas a ele. Não vejo razão para esconder uma coisa que é tão verdadeira, bonita e intensa.

Por que passou a compor em português, e não somente em inglês?
Comecei a ter mais facilidade de compor em português. É ótimo ter essa diversidade. Mas não houve uma intenção premeditada.

Seu primeiro disco foi editado de forma totalmente independente. Qual a razão de lançar o segundo com distribuição da gravadora Sony Music?
A proposta da Sony me dá a liberdade de ser quem eu sou - característica básica do mercado independente - e, ao mesmo tempo, me dá base mais segura. O ramo independente ainda não está completamente estruturado. A distribuição ainda é precária. Encaro como um crescimento, embora, de certa forma, eu não tenha objetivo de vender disco. A venda de CDs não é minha principal fonte de renda. O disco é uma ferramenta através da qual eu posso desencadear ações na mídia, novas turnês. M.F.


Fonte: ISTOÉ Gente

Mallu Magalhães - Mallu Magalhães


de olho em você (divulgação)

Um ano e 10 centímetros depois Mallu Magalhães está de volta. Após um ano de surgimento na música, a garota que, dormiu com algumas músicas no myspace e acordou escoltada por um contrato com empresa de telefonia móvel, reaparece com 17 anos completos e mais alta 10 centímetros. Mallu lança seu segundo álbum, novamente homônimo, e mostra que o crescimento não foi só físico, mas especialmente nas referências, mais variadas e bem canalizadas.

Com a maioria ainda em inglês, dessa vez são 6 composições em português, 4 a mais que no álbum anterior. O som continua ancorado no folk do primeiro trabalho, mas dessa vez com aventuras por vários estilos, como reggae em “Shine Yellow”, tropicália em “Versinho de Número Um” e “Compromisso”, um pouco de psicodelia em “Bee On The Grass” e baladas introspectivas como “Te Acho Tão Bonito” e “É Você Que Tem”.

Não há canções de apelo imediato como “J1” e “Tchubaruba”, que alavancaram o início da carreira da cantora, mas o conjunto do disco melhora e se torna mais consistente a cada audição. É fato que ainda há o que amadurecer no som da jovem artista, mas é inegável que o que ela já fez até os 17 anos é muito mais do que 90% do primeiro escalão do pop rock nacional vem produzindo nos últimos 10 anos, pelo menos.






Texto publicado dia 13 de dezembro de 2009 no jornal Folha da Região, de Araçatuba/SP

Fonte: A Ilha dos Mendigos

Mallu Magalhães: entre a maturidade e o pop


Mallu Magalhães: entre a maturidade e o pop

Mallu Magalhães
em “Mallu Magalhães” (2009)

“Don´t Believe the hype”. Lembram dessa frase? Pois para Mallu Magalhães, durante um certo período, ela fez efeito. Agora, 2 anos depois de sua estréia meteórica em palcos e bytes de todo Brasil, ela está de volta com um disco mais coeso, consistente e, claro, muito mais madura.

O crescimento não foi apenas na altura – sim, ela cresceu 10cm nesse período. Suas novas músicas conseguem manter um pouco do seu frescor juvenil, mas ampliam as bases para outras frentes musicais. Não há somente doçura na voz da garota. Ela já consegue impor sua voz sobre os timbres que sua banda executa com cuidados de cirurgião plástico. No entanto, ainda dá para perceber que Mallu falha em alguns momentos, tentando cantar de uma maneira que ainda não lhe é possível, ou simplesmente “adocicando” demais a voz.

Os grandes momentos ficam por conta da música de abertura, “My Home is My Man”, mais densa e forte, assim como ela mostra na forma de cantar. Dá para lembrar, de alguma forma, um pouco de PJ Harvey em uma versão mais juvenil. Em “Shine Yellow”, Mallu explora caminhos alternativos, apostando no reggae com pitadas tropicais. Até acerta. Já “Soul Mate”, “Ricardo” e “Bee On The Grass” emulam o som do primeiro trabalho da cantora, só que com uma banda mais afiada. O amado Marcelo Camelo está presente não em corpo, mas em espírito, na calminha “Te Acho Tão Bonito”, uma canção de apelo pop, mas com uma melancolia a lá Los Hermanos. “Make It Easy” é a música mais cantarolável do disco, daquelas que se sai batendo o pé no chão e assobiando sem vergonha.

O disco ainda traz outras boas canções, porém o mais importante é a fase que a cantora parece estar prestes a entrar: com maturidade musical, bons músicos em sua banda e ótimas referências costuradas, Mallu Magalhães segue por um caminho pop com toques de alternativa.


Fonte: Café com Pop

Mallu Magalhães indica cinco bandas que todo jovem deve escutar

A cantora participou do iG Canja e falou sobre o seu segundo CD, que acabou de lançar

Caio Henrique Caprioli

A cantora Mallu Magalhões participou ontem do iG Canja, onde apresentou as músicas do seu segundo CD. Amadurecida, ela falou sobre o seu novo disco e cantou algumas músicas. Durante a apresentação, comentou sobre o Twitter, dizendo que criou a conta há dois meses e postou poucas frases - e aproveitou para alertar que existem alguns "fakes" dela na rede de microblogs.

O iG Jovem aproveitou para pedir para ela indicar cinco bandas que ela acha que a gente deveria ouvir. Sabe o que ela falou? "The Beatles, Bell and Sebastian, Johnny Cash, Mutantes, Los Hermanos e, claro, Vanguart".


Fonte: Os Cuecas - Ig Jovem

Esfrie a Cuca: Mallu Magalhães chega mais madura ao 2º CD

Paulistana de 17 anos, ex-fenômeno da internet, fala sobre novo trabalho


Por Marcos Paulino, do EPTV.com, 16/12/2009 - 09:58


Mallu Magalhães não gosta de planos. "Vou levando a vida", diz. É assim, meio despretensiosamente, que a paulistana, de apenas 17 anos, chega ao seu segundo disco. A exemplo do CD de estreia, antecedido por uma enorme repercussão de suas músicas na internet, este também tem como título apenas o nome da garota, cuja história já é bem conhecida: tinha 15 anos quando lançou quatro canções na internet, entre elas "Tchubaruba", que fizeram enorme sucesso, até que ela foi contratada por uma grande gravadora etc. e tal.

Hoje, após expandir seu trabalho para além da internet, Mallu parece mais madura. Principalmente se comparada à maioria das meninas de sua idade. Essa nova fase está refletida nas 13 faixas do novo disco, sete em português e seis em inglês. A produção ficou por conta de Kassin (leia-se Caetano Veloso, Los Hermanos, Vanessa da Mata...). Marcelo Camelo e a banda paulistana Jennifer Lo-Fi também fazem suas participações no álbum, que deve cair no gosto dos fãs.

Sobre ele, Mallu deu a entrevista a seguir.

Por que seu segundo disco, como o primeiro, chama-se apenas "Mallu Magalhães"?
Porque não tenho capacidade de inventar um nome (Risos). Não consegui mesmo achar um nome. Pensei em colocar "Mallu Volume 2", como o Chico (Buarque) fazia, mas aí teria que ser "Maria Luíza Magalhães Volume 2" (Risos).

Depois de um ano do lançamento do CD de estreia, você evidentemente amadureceu. Isso se reflete neste novo trabalho?
Aconteceu muita coisa neste ano. A gente vai vivendo e quanta coisa não aprende, não passa, né? A gente melhora ou piora, são novas experiências, aflições, angústias, preocupações. É uma nova leva de valores que tem reflexo no disco. Tem também as influências. Pesquisei muito sobre o Chico Buarque, Nara Leão, por quem fiquei apaixonadíssima. Também amo Vinícius (de Moraes), Tom (Jobim). Tudo isso forma uma mistura, e fica um pouco diferente, mas continuo a mesma.

Como foi ter o Kassin na produção do disco?
Sempre fui muito fã do Kassin. Vi nele a possibilidade de alguém para cuidar dos dois lados do CD, um das faixas em português e outro das músicas mais voltadas ao folk, ao rock. Nos demos muito bem, foi muito legal.

Quando você lançou o primeiro CD, disse que as letras surgiam para você em português ou inglês naturalmente. Continua assim?
Continua, o processo é o mesmo. Teve uma canção que comecei a escrever em inglês, aí meu pai me disse para fazer em português. Relutei, mas ele insistiu e eu fiz. Ficou bom.

O disco tem várias participações especiais. Como você escolheu quem participaria?
A Jennifer Lo-Fi é uma banda muito promissora de rock progressivo e, quando conheci o trabalho deles, fiquei imaginando como poderiam interpretar uma música antiga minha, "O Herói, o Marginal", para a qual eu vinha procurando um jeito de tocar. Então os chamei, eles produziram a canção e gravamos. Tive outras participações de amigos que estavam por perto, que fizeram coro e outras coisas.

Você surgiu como um fenômeno da internet, mas acabou ganhando espaço também em outras mídias. Com isso, seu público mudou?
Sim. Fico feliz quando vejo, nos meus shows, todas as idades possíveis, desde pai com bebê e a criança que quis ir até jovens e adultos. É legal estar aberto a todas as mídias. Não é todo mundo que acessa a internet com frequência.

Você tem uma vida muito diferente da de outras garotas da sua idade?
Talvez sim. No trabalho, a gente convive com pessoas mais velhas, tem que ter profissionalismo, lidar com questões financeiras, legislação, pagamento de impostos. Você acaba conhecendo o mundo, cai na vida. Sinto bastante diferença nos valores, não frequento boate, não gosto de sair à noite, nem de bebida e cigarro. Mas São Paulo é tão grande, que encontro pessoas da minha idade com jeito de pensar semelhante.

Apesar de estar lançando um disco novo agora, você já pensa em projetos para o futuro?
Nunca fui muito de fazer planos. Não sei me programar, nem que dia é hoje, em que mês a gente está, o que aconteceu ou o que vai acontecer. Vou levando a vida. Tenho que me colocar umas regras para pelo menos programar a próxima semana. Tenho sonhos e venho tentando encaixá-los nos próximos anos. Tenho muita vontade de fazer projetos em outras áreas de expressão, como moda, artes plásticas. Sou bem curiosa, estou sempre pesquisando tudo. Na minha carreira, vou encontrar oportunidades para expressar todos os meus lados.

Como será a turnê do CD novo?
Estamos começando a receber os contratantes e temos tido bastante procura. Estamos marcando alguns shows, mas a turnê começa mesmo no ano que vem. Mas continuamos fazendo festivais, como o de Verão em Salvador, em Floripa. Quando virar o ano, começamos a colocar em prática a agenda de casas de shows e teatros.


Fonte: EPTV.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mallu Magalhães no exterior.

Por Lucas Lopes Moreira

Grace Bastidas, do Latinas, compara Mallu Magalhães à Selena Gomez. Ele conta como tudo começou (aquela velha história que já sabemos) e comenta sobre seu segundo disco.

"A adolescente lançou seu segundo album, auto-intitulado, com faixas em Inglês e Português e influências que variam do psicodelico ("Be on The Grass") para o reggae ("Shine Yellow")."

Leia a reportagem completa aqui